10 de dezembro de 2012

Reflexão Final - 1º Período

Confesso que este período foi EXTREMAMENTE trabalhoso. A quantidade de trabalho e de esforço exigido para o ensino secundário é de longe muito superior ao do ensino básico. Já não existem "dias de folga" nem "tempo de qualidade no sofá"... No entanto, a dinâmica envolvida e o entusiasmo por se tratar de uma nova etapa na vida de estudantes compensaram todos os contras. Este é o ANO 1 das nossas vidas, e por isso há que fazer tudo por tudo para alcançar os objetivos estabelecidos!
Agora concentrando-me na díscipilina de Biologia e Geologia... Penso que o meu balanço é positivo e que, embora diminuta, se notou uma melhoria do 1º teste sumativo para o 2º.
Espero continuar com uma prestação semelhante ao longo de todo o ano letivo!

Boas Festas! :)




Vulcanologia - Vulcanismo Secundário/Atenuado/Residual

-> O Vulcanismo Secundário está associado a câmaras magmáticas ativas (contém magma). 
-> As águas superficiais infiltram-se no solo e atingem as rochas aquecidas em torno da câmara.
-> Existem três situações:

  1. Se a água passar a vapor e subirem - FUMAROLAS;
  2. Se a água se depositar na vertical - GAISER;
  3. Se a água se depositar na horizontal - NASCENTE TERMAL;

Vulcanologia - Tipos de Lava e Erupções

Tipos de Lavas

-> O tipo de erupção vulcânica encontra-se diretamente relacionada com o tipo da lava (nomeadamente a sua composição química) presente nos vulcões.

-> Todos os tipos de lava são constituidos por produtos silicatados, e a variação da quantidade de sílica é o factor que distingue um tipo de lava de outro.


  • LAVAS ÁCIDAS - Grande teor de sílica;
  • LAVAS INTERMÉDIAS - Valor médio do teor de sílica;
  • LAVAS BÁSICAS - Pouco teor de sílica.
Lavas Básicas:

-> Possuem muitos minerais ferromagnesianos;
-> Dos três tipos de lava é a que a presenta o menor teor de silica (45 a 50%)
-> São caracterizadas por serem lavas fluídas e pobres em gases, sendo expelidas com facilidade;
-> A temperatura é elevada, situando-se entre oa 1100ºC e os 1200ªC.
-> Dividem-se em três grupos:
  1. Lava Encordoadas/Pahoehoe (Fluída)
    1. Característica do VULCANISMO HAVAIANO;
    2. As erupções são efusivas;
    3. Tem piroclástos muito grandes (bombas vulcânicas lapilli);
  2. Lava  AA/Escuriáceas (Viscosa)
    1. Característiva do VULCANISMO VULCANEANO;
    2. As erupções são explosivas;
    3. Tem piroclástos muito pequenos (lapilli e cinzas vulcânicas);
  3. Pillow Lavas 
    1. Características do VULCANISMO SUBMARINO;
    2. Pode ser qualquer tipo de lavas (encordoadas ou aa);
    3. Sofrem um brusco arrefecimento.
Nota: O VULCANISMO ESTROMBOLIANO tem erupções mistas: tanto podem ser efusivas e ter características de uma erupção efusiva, como pode ser uma erupção explosiva e ter características de uma erupção explosiva.

Lavas Intermédias:

-> Possuem características entremédias, entre as básicas e as ácidas;
-> Possui um teor médio de sílica (50 a 70%).

Lavas Ácidas: 

-> Possui um alto teor de sílica (superior a 70%);
-> Tipo de erupção muito explosiva;
-> São caracterizadas por terem lavas do tipo muito viscoso e muito ricas em gases;
-> A temperatura é baixa, situando-se entre os 800ºC e os 1000ºC;
-> Movimento muito lento, quase imperceptivel;
->Formam:
  • Domas ou Cúpulas (estruturas arredondadas resultantes da solidificação de lavas viscosas dentro da própria cratera);
(fonte:http://www.prof2000.pt/users/benz/erupcoes.htm)
  • Nuvens Ardentes (que são massas de gases e cinzas incandescentes expelidas nas erupções vulcânicas explosivas);

  • Agulhas Vulcânicas (que consistem em formações vulcânicas resultantes da consolidação de lavas muito viscosas, dentro da chaminé vulcânica).
(fonte:http://www.prof2000.pt/users/benz/erupcoes.htm)


Tipos de Erupções:

(fonte:http://gracieteoliveira.pbworks.com/w/page/49840283/Vulcanologia)

Vulcanologia - Conceitos Base

-> Os vulcões resultam da ascensão do magma em profundidade.

MAGMA - Mistura silicatada formada na astenosfera, provida de mobilidade, a altas temperaturas e constituída por muito gás. Encontra-se no estado pastoso (não existe há superfície).

Curso Generalizado de um Vulcão:

-> Como o magma se encontra retido a altíssimas pressões, quando se dá uma abertura, vai ascender imediatamente (isto porque é menos densos que as rochas) acumulando-se num reservatório criado - CÂMARA MAGMÁTICA

-> Ao se dar alguma perturbação o magma é submetido a um aumento de pressão, que o faz ascender pela CHAMINÉ VULCÂNICA e vai perdendo algumas qualidades assim como  pressão e temperatura, transformando-se em lava (no estado líquido), e emergindo completamente até à superfície, formando um vulcão.

-> Podem existir fendas nas laterais dos cones vulcânicos, por onde a lava ascende diretamente da chaminé vulcânica príncipal emergindo à superfície como VULCÃO SECUNDÁRIO. Este último partilha a mesma câmara magmática que o primeiro e, a partir do momento da sua formação, é normal que o vulcão principal fique inativo, no entanto podem continuar a coexistir. É formada uma chaminé secundária, uma cratéra vulcânica secundária e um cone vulcânico secundário.

Excerto do Documentário: "O Último Dia dos Dinossauros"



Estrutura de um Vulcão:

Câmara Magmática - Reservatório natural de magma na litosfera.

Chaminé Vulcânica - Estrutura que transporta o magma da câmara magmática para a superfície. É lá que se dá a perda de qualidades do magma, nomeadamente pressão, temperatura e gases, originando lava no estado líquido.

Cratera Vulcânica - Zona á superfície onde a lava emerge.

Cone Vulcânico - Estrutura cónica formada pelas consecutivas escoadas de lava.

(fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh5-0q8sHs4Xzl_zV1aUR20E_A_lfpCh7cIH_Uf7tQDC23A9NEZGJebMX-1cVHxqLKFXDRbjCatmu95Y6IFwXEWpyE4F1IXc_vlUff6Qh-nvLJiPRk1IqR3vVKc2CQHRgUTCHndqMEQD3o/s1600/Magical+Snap+-+2010.06.17+21.07+-+001.png)

(fonte:http://www.prof2000.pt/users/esf_cnat/teoriavulcoes.htm)

Príncipais Tipos de Vulcanismo:

Tipo Fissural: Vulcanismo característico dos fundos oceânicos, no RIFTE, onde a chaminé e cratéra vulcânica são fissuras. Associam-se magmas basálticos. 

 (fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi78XVmmHBktmPxQx_rSGT9Wb5nlP-7oOwxH5YtTw0gNY9E9WwpPCm27ho8GbKVlr0rseSx-zYFUY3JOkfZnwTgMi0rjiNkLnXSDswkYfGTDkSBwWeZ5ZTLpqzA0RuUWZg6LJWHyww2K0rO/s1600/kilauea1992.jpg)

Tipo Central - Chaminé do tipo tubolar e cratéra do tipo circular.

(fonte: http://www.juraemprosaeverso.com.br/FotografiasEDesenhos/Vulcoes/021-Vulcao-Inativo.jpg)

Os PRÍNCIPAIS GASES emitidos por um vulcão são: Dióxido de Carbono, Enxofre e Vapor de Água.

Caldeiras Vulcânicas

-> Posteriormente a uma grande erupção, a chaminé vulcânica fica vazia, originando o colapso da cratera que forma uma depressão de grandes dimensões que se enche com a água da chuva.

Caldeiras Vulcânicas nos Açores, Portugal.

(fonte:http://cienciamariana.blogspot.pt/)

Métodos de Estudo do Interior da Terra - Métodos Indiretos

Métodos Indiretos: Permite conhecer o que se passa no interior da Terra.
Ex: Geofísica (1) - Ondas Sísmicas (1.1), Gravimetria (1.2), Geotermia (1.3), Geomagnetismo/Paleomagnetismo (1.4) - e Astronomia (2)

1- Geofísica

  1. Ondas Sísmicas - O modo de propagação das ondas sísmicas, e a velocidade a que se deslocam, demonstram diferentes estados físicos no interior da Terra. Afere-se as profundidades a que se encontram as camadas e o seu estado físico;
  2. Gravimetria - Através das anomalias gravimétricas (a irregularidade da superfície terrestre origina a variação da força da gravidade de local para local) é permitido perceber a existência de matéria mais ou menos densa.
  3. Geotermia - Baseado na informação retirada com os métodos diretos, podemos afirmar que à medida que caminhamos para o interior do planeta a temperatura sobe, em média, 1ºC a cada 33m - GRAU GEOTÉRMICO - facto que implica a existência da variação da temperatura consoante a profundidade - GRADIENTE GEOTÉRMICO. Através da análise de métodos indiretos, nomeadamente do comportamento das ondas sísmicas, sabemos que o núcleo terrestre se encontra no estado sólido, logo, é introduzida uma contradição porque se o aumento de temperatura fosse constante significava que o núcleo estaria no estado líquido a tais pressões e temperaturas. Assim, podemos concluir que terá de haver uma diminuição da temperatura, a partir de um certo ponto e em profundidade.
  4. Geomagnetismo/Paleomagnetismo - Permite verificar as alterações do campo magnético (o campo magnético é formado pelo núcleo, constituído por ferro e níquel, deste modo quando as lavas basálticas - ricas em ferro - solidificam os seus minerais cristalizam-se de acordo com a orientação do campo magnético terrestre).
2- Astronomia
  • Tomando como certa a Teoria da Nebular reformulada, podemos adquirir novas informações sobre o interior da Terra através da queda de meteoritos. Se estes forem constituídos por matéria desconhecida, assumimos que se trata de uma parte mais interna de um astro que se fragmentou.

Métodos de Estudo do Interior da Terra - Métodos Diretos

Métodos Diretos: Permitem-nos conhecer a parte mais superficial do interior da Terra de uma forma direta.
Ex: Vulcanismo (1), Tectónica de Placas (2), Afloramentos(3), Minas e Pedreiras(4), Sondagens(5) e Erosão(6).

1- Vulcanismo

  • A análise de materiais provenientes do vulcanismo à superfície permite conhecer rochas até os 200km de profundidade;
  • O magma existente na astenosfera, material que lhes dá origem, sofre alterações à medida que ascende até à superfície, no entanto os vulcanólogos conseguem aferir o que existe no interior;
  • Esporádicamente, o magma ao ascender na chaminé vulcânica arrasta fragmentos de rocha arrancados com a sua passagem que resistiram à fusão - os xenólitos - sendo fontes de informação preciosas para o conhecimento do interior do planeta.
     (fonte: http://rusoares65.pbworks.com/f/1288125853/vuclao.jpg)


2- Tectónica de Placas

  • Através das deformações formadas à superficíe terrestre, originadas pelos movimentos das placas tectónicas, as dobras e as falhas, exisge acesso ao material constituinte do interior do planeta;

3- Afloramentos

  • Representam as rochas do interior do planeta que ascenderam à superficie através do ciclo das rochas.

4- Minas e Pedreiras

  • Ambas englobam a escavação do solo em grandes profundidades, desse modo, é possível ver os materiais existentes no interior do planeta;
  • Fornecem dados até aos 4km de profundidade.
     (fonte: http://www.jogodopoder.com/wp-content/uploads/2012/06/Minera.jpg)
5- Sondagens
  • Método que permite conhecer as rochas do interior da Terra até aos 12km de profundidade;
  • É extremamente despendioso.
    (fonte: http://histpetroleo.no.sapo.pt/esq_sonda_1.gif)

6- Erosão
  • Um dos processos ocorrentes da diagénese no ciclo das rochas, a erosão, permite analisar rochas do interior da Terra, visto que desgasta as camadas superficíais que acabam por desaparecer, exponto as rochas mais profundas.


Teste de avaliação nº2, 1º Período

Achei que este teste foi bastante mais fácil de realizar. 
Como já referi na minha reflexão anterior, já sabia qual iria ser o esquema do teste em termos de tipo de perguntas, e, sendo assim, achei que me correu melhor e mais "fluidamente". 
Apesar de ter tido uma ótima nota, continuo a ter resultados à quem das minhas espectativas! Penso que com ritmo de trabalho e um bom método de estudo isso acabará por ir ao lugar... e, entretanto, estarei aqui a fazer tudo ao meu alcance para alcançar esse objetivo!

26 de novembro de 2012

Crosta Terrestre

A crosta terrestre divide-se em:

  • Crosta Oceânica (64%)-Basáltica;
  • Crosta Continental (36%)-Granítica- a espessura vai de 20 a 70km;
CROSTA CONTINENTAL

fonte:powerpoint fornecido pela professora em aula

Cadeias Orogénicas- Cadeias montanhosas formadas sob zonas tectónica mente instáveis, com o choque de placas constante. Rochas dobradas e metamorfizadas.

Cratão- Zona tectónica mente estável, situada no centro dos continentes, formada por rochas muito antigas.

Escudo- Zona central do cratão que corresponde á raiz das antigas cadeias montanhosas que já sofreram erosão (rochas magmáticas e metamórficas do pré-câmbrico)

Plataformas Interiores/Estáveis- São partes do escudo que não afloram porque estão cobertas de sedimentos de quando as antigas cadeias montanhosas sofreram erosão e o nível da água do mar esta mais alto, formaram bacias de sedimentação que originaram nova rocha que rodeia o centro da cadeia de montanhas original.

Plataforma Continental- Zona com 150-200m de comprimento, que vai até aos 400m de profundidade, onde se encontram 90% da biodiversidade marinha.

Talude Continental- Zona horizontal com 2500-6000m de profundidade.

CROSTA OCEÂNICA

fonte: http://turma11a2011.blogspot.pt/2011/04/fundos-oceanicos.html

Planície Abissal- Zonas aplanadas nos fundos oceânicos com profundidades entre os 2500 e os 6000m.

Fossas Oceânicas- Locais onde se dá a destruição da crosta, limites convergentes e que podem atingir até aos 12km de profundidade (Fossa das Marianas);

Dorsais Médio-Oceânicas- Grandes cadeias montanhosas de lavas basálticas consolidadas que dividem +/- a meio as planícies abissais, e que afloram á superfície apenas na Islândia. Podem atingir os 3000m de altura e uma largura de 1000km. A "cortar" as dorsais médio-oceânicas encontram-se as falhas transversais.

Rifte- Limite divergente, responsável pela formação de crosta, com vulcanismo ativo. Tem certa de 2000m de altura e 40km de largura.

Condições que permitem vida na Terra


  1. Distância ideal ao sol (que permite uma temperatura ideial +/- 22ºC);
  2. Atmosfera rica em oxigénio e com a presença de uma camada de ozono (que filtra os raios UV);
  3. Existência de água nos 3 estados líquidos;
  4. Existência de matéria orgânica (H, O, C, N);
  5. Interação entre os subsistemas (Atmosfera, Biosfera, Hidrosfera, Geosfera);

Lua e a sua interação com a Terra

-É um satélite natural da Terra;
-Não tem atmosfera, devido á sua pequena dimensão e fraca atração gravítica;
-A sua superfície revestida de crateras deveu-se aos múltiplos impactos meteoríticos, e as suas rochas não sofrem erosão (apenas termoclastia; grandes variações de temperatura que fazem com que as rochas se desagregam as rochas em fragmentos, transportando-as para pontos mais baixos devido á ação da gravidade).
-Devido à fraca erosão as rochas lunares são mais antigas que as rochas terrestres.

Zonas Escuras da Terra- Mares (Basalto)
Zonas Escuras da Terra- Continente (Anortesitos)

INTERAÇÃO TERRA-LUA

Esta interligação Terra-Lua é única no planeta solar, visto que a relação de tamanhos é mais próxima do que qualquer outro planeta e seu satélite. Tal influência factos como:
  • As marés da Terra são consequência da presença da lua:



  • A duração dos dias da Terra e da Lua são influênciados pela presençã de ambas.

Sistemas Terra-Lua

Teoria Lua irmã da Terra

- Defende que Theia se terá formado ao mesmo tempo que a Terra, mas em locais diferentes, e que posteriormente, e por ser um corpo celeste de dimensões reduzidas na fase de formação do sistema solar, terá sido atraíada pela Terra, chocando com a mesma, fundindo parte da sua matéria que fez aumentar o volume da Terra. Os restos agruparam-se e começaram a órbitar em torno da Terra.

- Esta teoria não foi aceite quando foi descoberto, que a composição da Terra e da Lua é exatamente igual, e diferente das dos restantes planetas no sistema solar, o que indica que ambas se formaram na mesma órbita, exatamente á mesma distância do sol.

Teoria Lua filha da Terra- Big Splash

Defende que a Theia e a Terra coexistiam na mesma órbita em torno do sol, visto que existia um equilibrio nas suas proporções (Terra>Theia).
Com o aumento progressivo do tamanho da Theia, devido aos impactos meteoríticos (ACREÇÃO), o equilibrio quebrou-se, tornando enevitavel o choque entre ambas.
Este deu-se lateralmente, e uma parte substâncial da massa da Theia incorporou-se na Terra, fazendo-a aumentar de volume.
O resto do planeta estabelizou, formando uma órbita de planeta secundário em torno da Terra originando a Lua.

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hip%C3%B3tese_do_grande_impacto

Manifestações de Atividade Geológica - Planetas Telúricos

Atividade Geológica Interna

Motor: 

  • Radioatividade;
  • Acreção;
  • Gravidade;
  • Calor Remanescente;
Mede-se através de:
  • Movimentos Tectónicos;
  • Sismos;
  • Vulcões;
Atividade Geológica Externa

Motor: 
  • Sol;
Mede-se através de:
  • Existência de Atmosfera (erosão);
  • Existência de água no estado líquido (erosão);
Planetas Telúricos
Atividade Geológica
Interna
Externa
Mercúrio
Movimentos Tectónicos: Não tem;
Vulcões: Tem, através da queda de meteoritos que fundem as rochas existentes;
Sismos: Não tem;
Atmosfera: Possui um atmosfera muito fina, que não é estável, logo é como se não existisse;
Água: Não tem água no estado líquido;

-Logo, a sua superfície não está modelada pela erosão.
Vénus
Movimentos Tectónicos: Sem sinal de placas tectónicas, no entanto a sua superfície encontra-se constantemente em alteração;
Vulcões: Apresenta vulcanismo ativo;
Sismos: Não tem;
Atmosfera: Possui uma atmosfera densa, que faz efeito de estufa, absorvendo os ventos solares, mas sem libertar a energia (temperaturas muito elevadas);
Água: Não tem água no estado líquido;

-Logo, a sua superfície não está modelada pela erosão;
Marte
Movimentos Tectónicos: Apresenta vestígios, ainda que esteja inativo atualmente.
Vulcões: Possuía uma grande atividade vulcânica, inclusive tinha o maior vulcão do sistema solar, o Monte Olimpo.
Sismos: Não tem;
Atmosfera: Possui uma atmosfera muito ténue, mas com ventos muito fortes.
Água: Não tem água no estado líquido;

-Logo, a sua superfície não está modelada pela erosão;

Formação de Planetas- Acreção e Diferênciação

Nos planetesimais já existêntes, dá-se fusão dos materiais, devido ao aumento da temperatura provocado pelo impacto de outros planetesimais (ACREÇÃO), da compressão resultante da acomulação de novos materiais e da desintegração de elementos radioativos.
De seguida, os materiais mais densos migram para o centro e os materiais menos densos para as camadas superficiais (DIFERÊNCIAÇÃO por densidades).
Vai se libertando os gases mais leves para o exterior (hidrogénio e hélio), até á individualização da crosta, manto e núcleo.

fonte: Powerpoint fornecido pela professora em aula

12 de novembro de 2012

Teste de avaliação nº 1, 1º Período

Neste primeiro teste de avaliação penso que a minha prestação ficou abaixo do esperado. O esquema do teste em si era completamente diferente do que eu estava habituada: perguntas diretas (verdadeiros ou falsos e respostas múltiplas) e muito poucas de desenvolvimento.
Penso que me perdi com o tempo e na maior atenção que devia ter tido ao ler as perguntas, e que isso me prejudicou bastante.
Apesar de estar desapontada por não ter tido um resultado mais alto, sei que o que tive é bom, e que vou melhorar no próximo teste, visto que agora já sei o que esperar do estilo de perguntas.

29 de outubro de 2012

Formação e Constituição do Sistema Solar

Teoria da Nebular (Kant e Laplace):
Defendia que uma nébula, constituida por gases e poeiras, contraiu, começou a rodar e formou um disco, onde o material mais denso se reuniu no centro, e o menos denso nas estremidades. A parte central originaria o protossol, e de tempos a tempo soltar-se-ia matéria que originaria os planetas.

Teoria da Nebular Reformulada:
Uma nébula, constituida por gases e poeiras, contraiu devido à força gravítica, começou a rodar, aumentando a velocidade e temperatura, formando um disco achatado. Os materiais mais densos migram para o interior e os menos densos para a superfície (DIFERÊNCIAÇÃO) e os materiais centrais originam o protossol. Com a colisão e agregação de meteriais no disco, forma-se os planetesimais.

Factos que apoiam a Teoria da Nebular Reformulada:

  • Os planetas teram todos a mesma idade;
  • As orbitas elipticas e quase complanares, formando um disco e rodando no sentido direto;
  • Os eixos dos platenas estarem todos no mesmo sentido (excepto vénus e úrano);
  • Os planetas teluricos serem os mais densos;
Planeta: É um corpo celeste, de forma aproximadamente esférica que se encontra em órbita em torno do Sol, e em órbita livre de outros objetos. Possui densidade suficiente para se manter em equilíbrio hidroestático.

(O equilibrio hidroestático entre as forças de pressão internas, que fazem o fluido se expandir, e o peso das camadas externas, que provocam a contração do fluido. Deste modo o astro mantem uma forma esférica e gera a sua própria gravidade)

Planetas Telúricos/Rochosos/Internos (Mercúrio, Vénus, Terra e Marte)
-Densidade Elevada;
-Dimensão Reduzida;
-Constituição essencialmente rochosa;

Planetas Gasosos/Gigantes/Exteriores (Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno)
- Densidade Reduzida;
- Dimensão Elevada;
- Constituição essencialmente gasosa;

Planeta Anão: Corpo celeste, de forma aproximadamente esférica, que tem uma órbita á volta do sol, e possui equilibrio hidroestático no entanto não tem uma órbita desimpedida. (Localizam-se na cintura de Kuiper)

Satélites Naturais/Planetas Secundários: Corpo celeste, de forma aproximadamente esférica, com equilíbrio hidroestativo, que orbita em torno de um planeta príncipal.

Asteroides: Fragmentos que apresentam uma forma e eixos de rotação irregulares, e que se encontram nas cinturas interna e externa do planeta solar;

Cometas: Corpos rochosos de pequena dimensão constituidos por gelo, gases e poeiras. Têm orbitas excentricas.


Meteorítos/Meteoróides/Meteoros
  • Chamam-se meteoróides aos fragmentos de astros que entram na atmosfera terrestre.
  • Chamam-se meteoros aos fragmentos de astros de pequena dimensão que entram na atmosfera e que se vaporizam deixando um rasto luminoso;
  • Chamam-se meteorítos aos fragmentos de astros que entram na atmosfera terrestre e que sejam suficientemente grandes para "sobreviverem" à passagem pela atmosfera mas que devido á fricção tornam-se bolas de fogo, embatendo na superficíe terrestre e deixando uma cratera;
-Os meteorítos são fundamentais para o conhecimento do sistema solar, pois são fontes de informação sobre a formação do sistema solar e da própria constituíção do nucleo terrestre.

Mobilismo Geológico, as Placas Tectónicas e os seus Movimentos

MOBILISMO: É uma corrente que deriva das restantes (catatrofismo, uniformitarismo e neocatatrofismo).
Defende a mobilidade na Terra.

-> Antes do mobilismo, a ciência já "admitia" a existência de movimentos horizontais nas placas continentais. Com o aparecimento do mobilismo apareceram os movimentos verticais.

Teoria da Deriva Continental
Alfred Wegener propôs que outrora, existia um supercontinente (PANGEA) rodeado por um superoceano (PANTALASSA). Logo, subentende-se, que existe um movimento que afasta os continentes, visto que atualmente os continentes se encontram afastados. Tentou explicar esse movimento, comparando com o comportamento dos icebergs (os continentes, de menor densidade, deslocam-se sobre os fundos oceânicos, de maior densidade, devido à ação da gravidade). Esta teoria não foi aceite pela comunidade ciêntifica.

Argumentos Morfológicos: Os contornos dos continentes, nomeadamente do africano e o sul americano, encaixam na perfeição (desprezando a ação da erosão);

Argumentos Geológicos: As rochas no local de encaixe desses continentes têm a mesma idade e são o mesmo tipo de rocha;

Argumentos Paleontológicos: Fosséis iguais de espécies encontram-se por todos os continentes;

Argumentos Paleoclimáticos: Depósitos Glaceares podem ser encontrados em regiões de clima tropical;


(fonte: http://www.youtube.com/watch?v=WaUk94AdXPA)

Teoria da Tectónica de Placas
A Teoria da Deriva Continental mais tarde evoluiu para a Teoria da Tectónica de Placas.
Esta defende, através do novo modelo da estrutura terrestre (separado por camadas), que a camada rígida superficial da terra- a litosfera- se encontra dividida em porções maiores do que continentes (placas tectónicas). Estas encontram-se por cima de uma camada pastosa- a astenosfera- constituida por magma e que contem correntes de convecção que provocam os movimentos das placas tectónicas.

(fonte: http://novaterrageologia.blogspot.pt/2011/05/o-que-sao-placas-tectonicas.html)

Limites de Placas:

- Divergentes: Zona de Rifte/formação da crosta (falhas divergentes)
-Convergentes: Zona da Fossa Oceânica/destruição da crosta (falhas convergentes)
-Convervativos: (ex:) Zona de Rifte (falhas transformantes)

- Os limites entre placas são lugares onde é comum haver:

  • Falhas;
  • Dobras;
  • Atividade Vulcânica;
  • Sismos;
  • Etc;

Príncipios Básicos do Raiocínio Geológico

Os Príncipios Básicos do Raciocínio Geológico são correntes de pensamento convencionadas pelo Homem de modo a explicar a evolução terrestre.

CATATROFISMO: Defende que as grandes alterações da Terra são originadas por catástrofes (secessão de acontecimentos violentos);

UNIFORMITARISMO: Defende que as alterações da Terra ocorrem devido a processos lentos (graduais) e naturais. As catástrofes são vistas como acontecimentos pontuais, sendo incapazes para provocar alterações no planeta Terra (sucessão de acontecimentos tranquila);

O Príncipio do Atualismo baseia-se no UNIFORMITARISMO e defende que os processos que ocorreram no passado podem ser explicados comparando com o que acontece na atualidade, pois os processos modeladores do presente terão sido os mesmos no passado. ("O presente é a chave do passado").

NEOCATATROFISMO: Defende que o planeta Terra se vai transformando de uma forma gradual e natural (uniformitarismo), mas as catástrofes esporádicas também influênciam o desenvolvimento terrestre (catatrofismo).

Earth Rebuilding...
(Fonte: http://www.webweaver.nu/clipart/construction-tools.shtml

O Tempo Geológico

A partir dos métodos de datação das rochas é possível criar uma cronologia geológica.
A partir da datação/idade relativa é possível datar as rochas a partir dos príncipios estratigraficos em mais recente ou mais antiga. E através da datação/idade radiométrica é possivel datar as rochas com maior precisão, em milhares de anos.
Os dois métodos complementam-se reunindo a informação necessária para se criar uma geocronologia: O Tempo Geológico.

Esta escala do tempo divide a vida da Terra em:

  • Éons;
  • Eras;
  • Períodos;
  • Andares;
Ao contrário da escala do tempo utilizada pelo Homem, a escala geológica não está dividida em períodos de tempo regulares, ou seja, cada divisão não corresponde a um igual período de tempo. O que se utiliza para marcar a separação de uma divisão para a outra são acontecimentos importantes na história terrestre como extinções em massa, nascimento de novas espécies e ínicio da vida.

ÉON HADEANO (4600-4000 Ma)
-Formação do Sistema Solar;
-Fase cósmica da Terra;
-Arrefecimento da crosta superficial terrestre;
-Formação dos primeiros oceanos;
-Formação da Atmosfera primitiva;
-Agrupamento das condições necessárias para o aparecimento de vida;

ÉON ARCAICO (4000-2500 Ma)
- As rochas mais antigas, existêntes na atualidade, provêm deste éon;
- Surgimento das primeiras formas de vida: seres unicelulares, procariotas e assexuados- cienobactérias;
- As cienobactérias são seres fotossintéticos sendo responsáveis para a existência de oxigénio livre na Atmosfera terrestre e na água;
- Criação da camada do ozono que filtra os raios UV, permitindo a passagem da vida da água para a terra;
- As cienobactérias começaram por ser seres isolados, no entanto começaram a sentir necessidade de se agruparem a formarem colónias. Começaram a construir edificios de proteção (estromatólitos), semelhantes aos corais, visto serem muito frageis;

ÉON PROTEROZÓICO (2500-542 Ma)
- Surgimento de seres multicelulares: invertebrados;
-Antecede a vida complexa;

ÉON FANEROZÓICO (542-0 Ma)
- Surgimento de vida complexa;
-Atualidade;
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Era Paleozóica (542-251 Ma)
- Grande diversificação dos seres vivos: surgimento de novas expecies complexas (os seres unicelulares dão lugar aos peixes e anfibios);
- Surgimento de seres com conha/carapaça;
- Formação de grandes florestas a partir de algas;
-Extinção em massa dos seres marinhos;

Era Mesozóica (251-65 Ma)
-Aparecimento dos répteis;
-Surgimento das aves e das plantas com flor (perto do fim da era);
-Extinção em massa dos répteis;
-Drástica mudançã climática: do clima tropical para o clima glaciar;

Era Cenozoica (65-0 Ma)
- Desenvolvimento dos Mamiferos;
-Aparecimento do Homem;

Idade/Datação Radiométrica

Idade/Datação Radiométrica- Método de determinação da idade de uma rocha, em milhões de anos, através da radioatividade, presente nos isótopos dos elementos químicos constituintes da rocha.

- A radioatividade corresponde á desintegração de um isótopo ínstavel (isótopo-pai), presente numa rocha, para atingir a estabilidade, ao longo do tempo. Este processo liberta partículas nucleares(protões e neutrões) dando origem a novos isótopos estaveis (isotopo-filho).

- Esta desintegração acontece independente do ambiente em que a rocha se encontra (pressão e temperatura), logo permite fazer a medição do tempo que cada isótopo instavel leva até se estabilizar.

- Cada isótopo instavel tem um tempo de desintregração característico, logo, sabendo a quantidade relativa (percentagem) de cada par de isótopos (isótopo-pai e isótopo-filho) numa amostra de rocha, é possivel determinar a idade em milhões da mesma.

-Lógicamente, quanto maior for a quantidade de isótopos-pai, mais nova é a rocha, visto que, depois da sua formação, ainda não teve tempo de estabilizar muitos isótopos instaveis. E vice-versa.

-Tendo em conta que no ínico da formação da rocha o nº de isótopos-pai era de 100%, basta conhecer o período de meia-vida de uma rocha para poder determinar a sua idade em milhões de anos.

A rocha 1 é a mais velha;
A rocha 2 é a mais nova;
A rocha 3 está em semitransformação/semivida/meia-vida;


 isótopos-pai
isótopos-filho
Rocha 1
36%
64%
Rocha 2
70%
30%
Rocha 3
50%
50%

Idade/Datação Relativa

Idade/Datação Relativa- Método de determinação da idade das rochas que tem por base a comparação de formações geológicas, classificando-as como mais recentes ou mais antigas.

- São as rochas sedimentares que estão na base da idade/datação relativa porque esta última é feita, essencialmente, com o íntuito de conhecer a história biológica da Terra, logo é fundamental a existência de fósseis, que se encontram maioritariamente nas rochas sedimentares.

Existem 5 príncipios que fazem a análise de rochas pela idade/datação relativa:

  1. Príncipio de Horizontalidade- os estratos sedimentares formam-se horizontalmente, à medida que vão chegando á bacia de sedimentação;
  2. Príncipio de Sobreposição- a camada que se encontra por baixo é sempre a mais antiga (desde que não haja deformações geológicas- dobras e falhas);
  3. Príncipio da Idade Paleontológica- estratros que contenham o mesmo tipo de fósseis tiveram origem em ambientes semelhantes;
  4. Príncipio da Intercepção- todas as estruturas que intersetam as formações geológicas (intrusões magmáticas/falhas) são mais recentes;
  5. Príncipio de Inclusão- qualquer inclusão(fragmento) é mais antiga que a rocha/estrato que a inclui;


20 de outubro de 2012

Ciclo das Rochas- Revisão

Inicialmente existia apenas um tipo de rochas: as rochas magmáticas.
No entanto, hoje em dia temos três tipos de rochas.
Logo, pode-se concluir que se deu uma reciclagem das rochas inicias que se encontravam á superficie: Ciclo Das Rochas.

Este fenómeno ocorreu por ação dos agentes atmosféricos que "atacaram" uma rocha pré-existênte - rocha magmática- (METEORIZAÇÃO) que vai libertanto os primeiros fragmentos da rocha-mãe (EROSÃO) até que estes, pela ação da gravidade, da água, do vento, entre outros, se comecem a deslocar (TRANSPORTE). Quando estes, finalmente param o movimento e se depositam por camadas horizontais (SEDIMENTAÇÃO) passam a chamar-se rochas sedimentares.
Com a chegada constantante de novos sedimentos à bacia de sedimentação os já existêntes ficam muito juntos, porque vão perdendo o espaço entre si (COMPACTAÇÃO) até que a maior parte da água existente entre eles ascende para as camadas superiores, deixando que a restante precipite devido ao excesso de elementos químicos que possui na sua composição e forme um cimento natural (CIMENTAÇÃO). A chegada de novos sedimentos é constante, e o seu peso "afunda" a bacia de sedimentação, que sofre um aumento de pressão e temperatura (passam de baixas para médias) e dá-se a a reorganização das partículas (FOLIAÇÃO/XISTOSIDADE) originado rochas metamórficas. Com a continuação do "afundamento" da bacia de sedimentação devido á constante chegada de novos detrítos, a pressão e a temperatura continua a aumentar (passando de médias para altas) e as rochas começam a "derreter" (FUSÃO) e dá-se a recristalização formando rochas magmáticas.

Nota: O ciclo pode ser interrompido a meio por alguma perturbação na crosta terrestre (dobra ou falha), por isso é que se conhece as rochas metamórficas.




Rochas Magmáticas- Revisão

Quando, entre a astenosfera e a litosfera, se dá uma fissura da crosta terrestre, o magma ascende para a litosfera, fundindo as rochas por onde passa e formando uma câmara magmática, a temperaturas e pressões muito elevadas. Como seguimento ao sucedido pode dar-se:

  1. A originação de um vulcão, se o magma presente na câmara magmática ascender até á superficíe, formando rochas magmáticas vulcâncias(rochas com textura vítrea ou holocristalina), a temperaturas muito elevas mas a baixas pressões.
  2. O arrefecimento gradual da câmara magmática, seguido da cristalização dos minerais lá presentes, formando rochas magmáticas plutónicas (rochas com textura holocristalina), a pressões e temperaturas elevadas.
Textura das Rochas

Vítrea: Não se distingue nenhum mineral a olho nu (rochas vulcânicas);
Hemicristalina: Parte da rocha apresenta alguns minerais no meio de uma pasta vítrea.(RochasVulcânicas);
Holocristalina: Distinguem-se todos os minerais. (Rochas Plutónicas);

Nota: As rochas hemicristalinas são as rochas formadas no tempo de "repouso" da câmara magmática, mas que, devido a uma perturbação na crosta terrestre (falha) fez com que o magma ascendesse até à superficíe, numa erupção.


Rochas Metamórficas- Revisão

As rochas metamórficas formam-se quando à uma transformação de rocha pelo aumento de pressão e temperatura, sem mudança de estado físico e por ação dos fluídos circundantes.

Formação de Rochas Metamórficas Regionais

Quando, na bacia de sedimentação, continuam a chegar novos sedimentos, a mesma desce com o peso provocado fazendo com que as rochas que se encontram na base da bacia de sedimentação sofram uma reorganização das partículas, de modo a aguentar pressões e temperaturas mais elevadas (Pressão e Temperatura Médias: mais elevadas ás que as rochas sedimentares estão expostas mas menos elevada ás que as rochas magmáticas estão expostas). A esse fenómeno dá-se o nome de foliação ou xistosidade (caso a foliação aconteça numa rocha que irá formar xisto). 

Nota: Dizem-se rochas metamórficas REGIONAIS porque a bacia de sedimentação é bastante extensa, logo abrange uma grande região.



Formação de Rochas Metamórficas de Contacto

Quando, com a instalação de uma câmara magmática na litosfera, as rochas que a rodeiam "cozem", a pressões e temperaturas médias, e por ação dos fluídos libertados pelo magma, formando rochas corneanas (rochas extremamente duras e muito resistentes à meteorização).



Formação de Rochas Metamórficas de Impacto

Quando, com a queda de um meteorito, as rochas da cratera "cozem", a pressões e temperaturas médias, formando "fosseis de rocha" que datam o acontecimento.

Nota
  1. A queda do meteorito pode também provocar a fusão parcial de alguns fragmentos - téctitos/impactitos - mas esses, já não são considerados rochas metamórficas de impacto, mas sim rochas magmáticas;
  2. As rochas metamórficas de impacto também são extremamente duras e resistentes à meteorização, no entanto não são consideradas corneanas.


Rochas Sedimentares- Revisão

As rochas sedimentares formam-se à superfície, preferencialmente em zonas calmas, como os fundos oceânicos, e em grandes depressões (bacia de sedimentação).

São dispostas sempre em estratos/camadas horizontais, e cada estrato/camada corresponte a um X tempo de sedimentação, logo cada uma tem propriedades diferentes (ex: cor, textura, etc).

Resultam sempre da alteração de rochas pré existêntes, devido à ação dos agentes de meteorização (ex: água, sol, etc) mas passam por uma série de processos até serem, efectivamente, consideradas rochas sedimentares: Meteorização, Erosão, Transporte e Sedimentação. No seguimento desses processos podem ser também sujeitas a outros processos como: Compactação e a Cimentação.

Existem vários tipos de rochas sedimentares:
Formação de Rochas Sedimentares Detríticas

METEORIZAÇÃO: As rochas pré-existêntes sofrem a ação dos agentes de meteorização/agentes atmosféricos que pode ser químico (ex: ação da água) ou químico (ex: queda de um um calhau);

EROSÃO: Dá-se a patir do momento em que pedaços da rocha existênte começam-se a soltar-se da rocha-mãe/rocha pré-existênte.

TRANSPORTE: Os fragmentos de rocha soltos, através da água, da ação da gravidade, do vento, ou, até mesmo, da ação animal iniciam o seu período de deslocação.

SEDIMENTAÇÃO/ SEDIMENTOGÉNESE: No fim do transporte, os detrítos depositam-se na bacia de sedimentação em estratos/camadas horizontais e formam, assim, rochas sedimentares móveis.

COMPACTAÇÃO: Ao chegarem novos sedimentos á bacia de sedimentação, os que já se encontravam por baixo compactam-se, e a maior parte da água que se encontrava entre eles sobe para as camadas superiores.

CIMENTAÇÃO: A água que sobrou ente os sedimentos compactados precipita devido à abundância de elementos químicos lá existentes, formando, assim, um cimento natural que "cola" os sedimentos. Forma-se uma rocha sedimentar coerente.

Diagénese- É o conjunto dos fenómenos que leva à formação de uma rocha sedimentar coerente: Meteorização, Erosão, Transporte, Sedimentação, Compactação e Cimentação.

Formação de Rochas Sedimentares Quimiogénicas

A água da chuva, ao passar em várias rochas, vai absorvendo vários elementos químicos lá existêntes, até chegarem ao mar e depositar-se numa bacia de sedimentação.
Quando a água atinge o seu ponto de saturação, precipita formando uma rocha sedimentar quimiogénica.

Formação de Rochas Sedimentares Biogénicas

As rochas sedimentares biogénicas são todas rochas detríticas ou químicas que contenham seres vivos na sua composição.



As Rochas- Revisões


30 de setembro de 2012

A Interligação das Esferas Terrestres

Podemos concluir que o planeta Terra depende das interações dos quatro subsistemas. Uma alteração num deles altera o equílibrio do sistema Terra. Estas alterações podem originar extinções em massa, por exemplo, a extinção dos dinossauros.

Influência dos Subsistemas na Biosfera

Atmosfera:
  • A existência de oxigénio e dióxido de carbono é fundamental aos seres vivos para a realização da respiração aerobica e a síntese da matéria orgânica., respetivamente;
  • A camada do ozono faz a filtração da radiação ultravioleta sem a qual nunca poderia existir vida;
  • A Atmosfera protege a terra dos impactos meteoríticos de pequena dimensão;
  • As amplitudes térmicas ao não serem elevadas:
  1. Ajudam a dissipar o calor de dia;
  2. Servem de isolador térmico de noite;
Geosfera:
  • A litosfera serve de suporte á vida (o tipo de rocha condiciona o tipo de seres vivos existêntes no mesmo local);
  • O Homem retira os recursos metálicos, não metálicos e energéticos, que, com a má utilização dos mesmos pode comprometer todas as esferas terrestres.
Hidrosfera: 
  • É um elemento estrutural e regulador dos seres vivos e permite as reações bioquímicas dos mesmos;

Hidrosfera

A Hidrosfera é a camada líquida da Terra. É um subsistema caraterizado pela sucessiva mudança de estado físico (devido á variação da temperatura e á ação da gravidade) e toda a água circula no círculo hidrológico.





Geosfera

A Geosfera é a camada rochosa da Terra.